Adriana e Aline

Quem vier, de onde vier, venha em paz!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

NETIQUETA

Seja educado e cordial também na Internet

Como a Internet e a comunicação dentro do ambiente virtual ainda são fatos relativamente novos, as regras de comportamento estão sendo construídas aos poucos por todos os internautas. Mesmo assim, já podemos arriscar a fazer uma lista de normas básicas no ambiente virtual que já valem para muitos internautas que conversam por Chat, E-mail ou Comunicador Instantâneo.


Abaixo algumas sugestões de netiquetas que podem contribuir para o uso educado e seguro da Internet:


* Cumprimente as pessoas com as quais vai conversar. Nunca é demais um Bom dia;

* Utilize poucos emoticons, tanto em salas de bate-papo quanto nos e-mails. Eles são úteis para expressar emoções e dar uma idéia de expressão facial e tom de voz; entretanto, podem poluir e dificultar a comunicação;
* Evite utilizar letras maiúsculas para expressar sentimentos, conversar ou passar e-mails: letras maiúsculas no ambiente virtual significam falar alto ou gritar com o correspondente e isso pode ser mal interpretado;
* Evite gírias pesadas e palavrões;
* Evite mensagem pública e recados: se você precisa se dirigir à determinada pessoa, faça isso diretamente na conta de e-mail pessoal dela;
* Evite encaminhar e-mails para todos os contatos. Nunca pratique spam;
* Não abra e-mail de desconhecidos, estes podem conter vírus que, além de prejudicar seu equipamento, podem roubar senhas pessoais e causar grande prejuízo;
* Não deixe ninguém esperando por resposta em chats. É sempre legal ser educado e atencioso;
* Se quiser interromper a conversa, avise e se despeça antes de desligar;
* Não envie aquilo que você não gostaria de receber;
* Sempre informe o assunto da mensagem de forma clara e específica, no caso dos e-mails;
* Faça a verificação gramatical e ortográfica de seu texto. É desagradável receber mensagens cheias de erros ou sem pontuação correta;
* Não envie mensagens com exagero de caracteres de deslocamento de texto, no lado esquerdo (>). Isto torna a leitura difícil, e cada vez que um usuário re-envia ou responde um e-mail, o texto vai sendo deslocado, provocando um acúmulo de caracteres simbolizados por ">".
* Evite enviar arquivos grandes sem prévio conhecimento do correspondente. Isso pode levá-lo a exceder o espaço disponível da conta, dificultando o recebimento de outros e-mails;
* Nunca encaminhe e-mails com a listagem de remetentes anteriores. Além de ser desagradável, os e-mails podem parar nas mãos mal intencionadas. Por isso, envie seus e-mails com CCO (Com Cópia Oculta), assim nenhum endereço fica aparente. Pense bem: você distribui na rua sua caderneta de contatos telefônicos? Por que fará com seus contatos de email?;
* Não passe adiante correntes, simpatias e boatos. Use seu senso crítico, não acredite em tudo que você recebe via e-mail, delete;
* Em sites de relacionamento (como Orkut, MySpace, Facebook, Hi5, entre outros), não divulgue seus dados pessoais, pois o mais inocente dos dados (e-mail pessoal, escola em que estuda, lugares que freqüenta) pode servir como base de investigação para pessoas mal intencionadas descobrirem dados mais importantes e utilizá-los em chantagens para te prejudicar;
* Quando criar um blog ou um site, preze pela acessibilidade de todos usuários da Internet. Existem recursos que, quando implementados, proporcionam a navegação para mais internautas, promovendo a inclusão digital.

Professor

"Não se sabe tudo, nunca se saberá tudo, mas há horas em que somos capazes de acreditar que sim, talvez porque nesse momento nada mais nos podia caber na alma, na consciência, na mente, naquilo que se queira chamar ao que nos vai fazendo mais ou menos humanos."
José Saramargo

Necessidades Educativas Infantis

A partir da leitura, de EllenWiner, publicada na obra crianças superdotadas ;mitos e realidade, podemos perceber claramente que  a autora relata a historia de uma mãe que faz do seu lar uma escola para seu filho, destaque pontos positivos e negativos da ‘escola caseira’

Pontos positivos;

  •            A afetividade familiar, pode contribuir com o ensino/aprendizagem de crianças superdotadas.
  •            A educação deve pular os muros da escola, para que crianças como essa possa aprender, mesmo na sua individualidade.
  •            A escola caseira nesse caso, se mostra flexível.
  • Essa família faz desse aluno um ser capaz de desenvolver em suas habilidades e pontecialidade.
  •            Utilização do currículo pelos professores como utilização nesse processo de ensino.



Pontos negativos

  • Carência
  • Falta de integração
  • Falta de socialização com outras crianças
  • Baixa auto-estima
  • Ensino personalizado
  • Ensino padronizado
  • Falta de um ensino personalizado


 Conluindo

Existem estudiosos que defendem uma educação enriquecida e outros uma educação acelerada para os alunos super dotados. 
           A educação dos superdotados significa agrupar crianças por habilidade, os contra a educação para os superdotados alegam que as crianças deixadas em nível inferior sentem-se burras.
Acredita-se que agrupar os superdotados prejudica , não apenas os deixados de fora, mas também os selecionados para o nível  dos superdotados.

           O argumento para o agrupamento de habilidades é usualmente feito por pesquisadores que especializam em educação dessas crianças . Ao eliminar o agrupamento por habilidades,  alegam,que é ceder a uma agenda política igualitária simplista quando a educação para os superdotados significa aceleração em vez de agrupamento por habilidades,a acusação de elitismo e injustiça dá lugar a uma outra. 

Os pais que neste caso,  buscam acelerar o filho através de admissão precoce na escola ou saltando séries são vistos como pais intrusivos, desejando roubar dos filhos uma infância normal para obter um diploma universitário precoce.

           Em contraste, os favoráveis a aceleração alegam que manter em uma classe de segunda série uma criança que pode fazer trabalho de sexta série, não esta salvando a infância deste estudante, mas roubado desta criança o desejo aprender,  alegam ainda que colocar uma criança com pares intelectuais é muito mais importante do que manter esta criança com pares da mesma idade.

E você o que pensa sobre esse assunto?

Alvanir  Rodrigues Pereira
Pedagoga



Livros

Geografia com recursos da WEB

Já faz algum tempo que postei aqui matéria a respeito de portais que oferecem informações interativas sobre conteúdos de geografia física e política. Entre os posts publicados, destaco:
Esses meus posts foram objetos de uma conversa recente com Ricardo Carvalho, estágiario de jornalismo da revista  Carta Capital na Escola. Ricardo é mais um aprendiz de jornalismo que entra em contato comigo para conversas sobre matérias de tecnologia educacional na citada revista.
Registro todas essas informações para falar um pouquinho de blogs. Diversas vezes escrevi neste BotecoCarta Capital entraram em contato comigo a partir de alguma informação que publiquei no blog. As conversas seguem caminhos diversos. Aparecem na forma de comentários. Ás vezes, continuam via telefone. Quase sempre passam por troca de mensagens via email. Eventualmente podem render mais um post. Muitas vezes viram matéria na revista, em versão impressa e on line. que os blogs são locais de encontro, e que os posts são convites para conversas. Nessa trilha, meus ciberamigos da
O Ricardo já é o quarto estágiário da Carta Capital com quem converso de vez em quando. Não tive o prazer de vê-lo pessoalmente, assim como nunca me encontrei com os demais estagiários que o precederam. É quase certo que jamais saberia da existência desses meninos talentosos se não fosse autor de um blog. Mas, minha atividade na Web acaba gerando oportunidade de cooperar com estudantes que estão experimentando fazeres profissionais pra valer.
Atualmente, minhas conversas com estágiários de jornalismo ganham maior interesse. Desde o ano passado estou dando aula de Filosofia para alunos de Comunicação Social. Assim, conversas com estudantes que precisam preparar matérias sobre uma de minhas áreas de conhecimento – tecnologia educacional – são sempre um prazer e um modo de saber mais sobre os jovens que escolheram o campo da informação como destino profissional.
Se você está pensando em publicar um blog, o exemplo aqui registrado ilustra um  dos resultados que podem acontecer a partir de seus convites para conversas no ciberespaço. Na história que estou contando, fica claro que uma mensagem (post) pode desencadear muita prosa sobre o assunto e criar oportunidades para que você exerça uma nova forma de fazer amigos por meio de papos cibernéticos. Em alguns casos, esses papos podem até ter um complemento numa rodada de chope em algum boteco decente.
Falta uma informação final. A partir de um papo inicial comigo, o Ricardo produziu uma reportagem interessante sobre Internet e ensino de Geografia. Vale a pena ver o matéria que ele escreveu. Para tanto, clique no link que segue.

Aprendizagem na Web

Clique aqui para abrir o arquivo...

Verdade e Novas Tecnologias

Há uns cinquenta ou mais anos, as pessoas acreditavam na palavra escrita. Era comum alguém dizer: “é verdade, deu no jornal”.
Neil Postman, antigo chefe do Departamento de Comunicações da Universidade de Nova Iorque imaginou um experimento interessante. De manhã, ele comentou casualmente na cantina que a produção de carne em árvores acabara de se tornar realidade. Citou suposta pesquisa realizada por uma faculdade pouco conhecida (uma instituição de ensino superior da Dakota do Sul ou um outro estado pouco expressivo em termos acadêmicos). Ao falar sobre a suposta pesquisa, disse que soube da mesma por meio de notícia publicada no New York Times. À tarde, a milagrosa pesquisa era uma “verdade” comentada por toda parte na universidade. A credibilidade da história inventada por Postman era sustentada sobretudo pelo argumento de que “deu no New York Time”.
A credibilidade dos jornais impressos talvez não seja a mesma. As fontes de informação de agora são aquelas que aparecem em telas da TV e dos computadores. É muito comum nos dias de hoje a expressão “deu na Internet”.
O que nos deve preocupar é um movimento que confere aos meios de comunicação a virtude de apresentar a verdade. Em vez de pensar a verdade a partir de critérios racionais de verificação, acostumamo-nos a pensar que qualquer coisa que mereça destaque  na tela (antes era no papel) é a “realidade”.
Em post passado, reproduzi uma charge que sugere discussões sobre o assunto (cf. Platão, mito da caverna e TI). Ao comentar o assunto, uma das mais assíduas clientes deste Boteco, Conceição Rosa, disse que a professora de Filosofia de sua escola havia abordado o mito da caverna a partir de uma historinha do Maurício de Sousa. Conceição indicou onde o material poderia ser encontrado. Vi a historinha (publicada em vídeo no Youtube) e gostei muito. Aproveito a oportunidade para agradecer publicamente o comentário da professora Conceição Rosa.

Razão eterna da minha vida!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bullying

Clique aqui para baixar a cartilha

DICA - DOAÇÃO DE LIVROS

O Banco Itaú está distribuindo gratuitamente kit de livros, os mesmos podem ser entregues em todo o Brasil, para recebê-los basta preencher o formulário. Click aqui.
A coleção de livros é feita de 04 livros infantis, podem participar pais, educadores e afins.

Onde há fé, há amor...

CURSO ONLINE GRATUITO / APRENDIZAGEM COM PROJETOS

 A Intel está lançando uma nova série de cursos na web para auxiliar professores a desenvolver melhor a aprendizagem dos seus alunos com o auxílio de projetos e tecnologias. O primeiro curso desta série de cursos é o “Aprendizagem Baseada em projetos”. O curso tem carga horária de 40hs para os educadores que realizarem o curso e elaborarem o Plano de Ação proposto, que precisa ser publicado ao final do curso. O Instituto Paramitas está oferecendo este curso gratuitamente.

Neste curso é possível explorar características e benefícios da Aprendizagem por meio de Projetos usando cenários de sala de aula reais. Dentre os assuntos abordados nos módulos destacamos: Visão geral de projetos, Concepção de projetos, Avaliação, Planejamento de projeto, Orientação de aprendizagem. O curso oferece oportunidades de aplicar os conceitos adquiridos em Planos de Ação reais.

VANTAGENS DO CURSO
  • Curso focado nas necessidades dos professores, com foco no desenvolvimento de projetos
  • Metodologia de aprendizagem colaborativa: os professores podem interagir com outros educadores para a construção do projeto
  • Curso totalmente on-line, rompendo barreiras de tempo e espaço
  • Liberdade de navegação, de modo que os participantes poderão definir o próprio percurso de aprendizagem

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Computadores e Internet


"...o que se sabe há muito tempo é que computadores e internet sozinhos não geram resultados. Alguns fatores importantes precisam ser levados em conta: a atual divisão dos tempos das aulas, a falta de conexão entre as disciplinas e destas com a realidade do aluno não só desmotivam, como fazem qualquer investimento em tecnologia virar um grande elefante branco. 
A entrada da tecnologia nas escolas deve estar associada a mudanças no atual formato do aprendizado, que já não atrai mais o aluno conectado." 
(Rubem Saldanha - Revista A Rede)

Linhas Pedagógicas

Linhas pedagógicas

Você está procurando uma boa escola para matricular seu filho? Tem dúvidas sobre as metodologias de ensino aplicadas por cada uma? Atualmente, as escolas passam por profundas alterações em suas propostas, baseadas em diferentes concepções de aprendizagem difundidas ao longo do século 20.

É de fundamental importância saber que existem diferentes linhas pedagógicas que vêm apresentando-se como alternativas ao método tradicional. Construtivista, Montessoriana, Waldorf ou Tradicional, conheça agora as principais correntes pedagógicas adotadas pelas escolas.

Construtivista
Montessoriana
Waldorf
Tradicional

Linha Construtivista

Inspirado nas idéias do suíço Jean Piaget (1896- 1980), o método procura instigar a curiosidade, já que o aluno é levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os colegas.
Uma aluna de Piaget, Emilia Ferrero, ampliou a teoria para o campo da leitura e da escrita e concluiu que a criança pode se alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que estimule o contato com letras e textos.
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.
Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer.
O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.
As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.
Existem várias escolas utilizando este método. Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida.


Linha Montessoriana

Criada pela pedagoga italiana Maria Montessori (1870-1952), a linha montessoriana valoriza a educação pelos sentidos e pelo movimento para estimular a concentração e as percepções sensório-motoras da criança.
O método parte da idéia de que a criança é dotada de infinitas potencialidades. Individualidade, atividade e liberdade do aluno são as bases da teoria, com ênfase para o conceito de indivíduo como, simultaneamente, sujeito e objeto do ensino.
Maria Montessori acreditava que nem a educação nem a vida deveriam se limitar às conquistas materiais. Os objetivos individuais mais importantes seriam: encontrar um lugar no mundo, desenvolver um trabalho gratificante e nutrir paz e densidade interiores para ter a capacidade de amar.
As escolas montessorianas incentivam seus alunos a desenvolver um senso de responsabilidade pelo próprio aprendizado e adquirir autoconfiança. As instituições levam em conta a personalidade de cada criança, enfatizando experiências e manuseios de materiais para obter a concentração individual e o aprendizado. Os alunos são expostos a trabalhos, jogos e atividades lúdicas, que os aproximem da ciência, da arte e da música.
A divisão das turmas segue um modelo diferente do convencional: as crianças de idades diferentes são agrupadas numa mesma turma. Nessas classes, alunos de 5 e 6 anos estudam na mesma sala e seguem um programa único. Posteriormente eles passam para as turmas de 7 e 8, em seguida para as de 9 e 10, e, finalmente alcançam o último estágio, que agrega jovens de 11,12,13 e 14 anos. Até os 10 anos, os alunos têm aulas com um único professor polivalente, enquanto nas salas de 11 a 14, esse professor ganha a companhia de docentes específicos para cada disciplina.
Os professores dessa linha de ensino são guias que removem obstáculos da aprendizagem, localizando e trabalhando as dificuldades de cada aluno. Sugerem e orientam as atividades, deixando que o próprio aluno se corrija, adquirindo assim maior autoconfiança.
A avaliação é realizada para todas as tarefas, portanto, não existem provas formais.

Linha Waldorf
A Pedagogia Waldorf se baseia na Antroposofia (gr.: antropos = ser humano; sofia = sabedoria), ciência elaborada por Rudolf Steiner, que estuda o ser humano em seus três aspectos: o físico, a alma e o espírito, de acordo com as características de cada um e da sua faixa etária, buscando-se uma perfeita integração do corpo, da alma e do espírito, ou seja, entre o pensar, o sentir e o querer.
Foi criada em 1919 na Alemanha e está presente no mundo inteiro. O ensino teórico é sempre acompanhado pelo prático, com grande enfoque nas atividades corporais, artísticas e artesanais, de acordo com a idade dos estudantes. O foco principal da Pedagogia Waldorf é o de desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direção às suas vidas.
Tanto o aprimoramento cognitivo como o amadurecimento emocional e a capacidade volitiva recebem igual atenção no dia a dia da escola. Nessa concepção predomina o exercício e desenvolvimento de habilidades e não de mero acúmulo de informações, cultivando a ciência, a arte e os valores morais e espirituais necessárias ao ser humano.
O currículo, que se orienta pela lei básica da biografia humana, os setênios – ciclos de sete anos- (0-7/ 7-14/ 14-21) oferece ricas vivências, alternando as matérias do conhecimento com aquelas que se direcionam ao sentir e agir. Não há repetência, justamente para que as etapas de aprendizagem possam estar em sintonia com o ritmo biológico próprio de cada idade.
No primeiro ciclo (0-7), a ênfase é no desenvolvimento psicomotor, essa fase é dedicada principalmente às atividades lúdicas, ela não inclui o processo de alfabetização. O segundo ciclo (7-14), que corresponde ao ensino fundamental, compreende a alfabetização e a educação dos sentimentos, para que os alunos adquiram maturidade emocional. Nesta fase, não existe professores específicos para cada disciplina, mas sim um tutor responsável por todas as matérias, que acompanha a mesma turma durante os sete anos. O tutor é uma referência de comportamento e disciplina para que o aluno possa se espelhar.
Já no terceiro ciclo, equivalente ao ensino médio (14-21), o estudante está pronto para exercitar o pensamento e fazer uma análise crítica do mundo. As disciplinas são dividas por épocas, em vez de ter aulas de diversas disciplinas ao longo do dia ou da semana, o estudante passa quatro semanas vendo uma única matéria. Nessa fase entram os professores especialistas, mas as classes continuam com um tutor.
A avaliação dos alunos é baseada nas atividades diárias, que resultam em boletins descritivos. O progresso dos alunos é exposto detalhadamente em boletins manuscritos, nos quais são mencionadas as habilidades sociais e virtudes como perseverança, interesse, automotivação e força de vontade. Como conseqüência, o jovem aluno tem grandes chances de se tornar um adulto saudável e equilibrado capaz de agir com segurança no mundo.

Linha Tradicional
A linha tradicional de ensino teve a sua origem no século XVIII, a partir do Iluminismo. O objetivo principal era universalizar o acesso do indivíduo ao conhecimento. Possui um modelo firmado e certa resistência em aceitar inovações, e por isso foi considerada ultrapassada nas décadas de 60 e 70.
As escolas que adotam a linha tradicional acreditam que a formação de um aluno crítico e criativo depende justamente da bagagem de informação adquirida e do domínio dos conhecimentos consolidados.
Não há lugar para o aluno atuar, agir ou reagir de forma individual. Não existem atividades práticas que permitem aos alunos inquirir, criar e construir. Geralmente, as aulas são expositivas, com muita teoria e exercícios sistematizados para a memorização.
O professor é o guia do processo educativo e exerce uma espécie de “poder”. Tem como função transmitir conhecimento e informações, mantendo certa distância dos alunos, que são “elementos passivos”, em sala de aula.
As avaliações são periódicas, por meio de provas, e medem a quantidade de informação que o aluno conseguiu absorver.
São escolas que preparam seus alunos para o vestibular desde o início do currículo escolar e enfatizam que não há como formar um aluno questionador sem uma base sólida, rígida e normativa de informação.

Leitura que vem do berço

Especialistas dizem que ler para filhos a partir dos 6 meses melhora a cognição

Ler ou não ler para o bebê, eis uma questão que David Dickinson, doutor em educação pela Universidade de Harvard, e Perri Klass, pediatra, escritora e professora de pediatria e jornalismo da Universidade de Nova York, garantem saber responder. Sim, devese ler e muito, a partir dos 6 meses de vida, mas sem deixar os olhinhos do neném arregalados com a maluquice de Hamlet ou as desgraças de Rei Lear. 
A recomendação dos superespecialistas é incluir, em meio à troca de fraldas, mamadeiras, passeios e choros, o folhear diário das páginas de um livro apropriado para aquela faixa etária, cheio de cores e figuras (hoje não faltam opções nas prateleiras). Para eles, esta é a melhor forma de desenvolver a inteligência da criança e a sua linguagem oral e escrita, preparandoa para a alfabetização e aprimorando sua capacidade de aprender.
Que fique claro: a ideia não é transformar o bebê num minigênio. Os especialistas, que apresentaram pesquisas científicas na Bienal de São Paulo na semana passada provando como a leitura interfere no desenvolvimento cognitivo da criança, querem prazer e interação ao som da narrativa dos pais. Os benefícios desse ritual são insubstituíveis.
Não adianta só conversar com a criança ou passear descrevendo as paisagens nem inventar aventuras. Tem que ler, mostrar formas e cores e fazer perguntas ao bebê o tempo todo, estimulando sua participação.
Dickinson e Perri vieram para cá a convite da ONG Instituto Alfa e Beto (IAB), em São Paulo, e abraçaram a iniciativa da criação de uma biblioteca para bebês e o lançamento de uma cartilha com dicas das técnicas de leitura mais adequadas para cada fase. O objetivo é tornar os livros mais acessíveis também às classes sociais mais baixas, porque Oliveira acredita que o ciclo vicioso da pobreza também passa pelo ciclo vicioso da transmissão da linguagem. O IAB criou ainda um catálogo com 600 títulos (sim, 600, uma média de dois por semana, dos 6 meses aos 6 anos, cerca de cem por cada faixa etária) para serem lidos antes do ingresso ao ensino fundamental. O objetivo não é listar os melhores livros, mas, sim, dar uma ideia para os pais dos tipos de publicação adequados para a idade de seus filhos.
— O texto escrito possui uma variedade de vocabulário e uma complexidade sintática que não é encontrada na linguagem oral, nem mesmo na fala informal de adultos com curso superior — explica o fundador do IAB, João Batista Oliveira, psicólogo com PhD em Educação. — Todos os estudos longitudinais mostram que expor a criança desde cedo aos livros contribui para o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, para o seu sucesso escolar. A formação do hábito de leitura também é importante para que a criança se torne um ávido leitor, outro fator fortemente associado ao sucesso escolar.
Pelas pesquisas americanas apresentadas, das 12.500 crianças que fizeram teste de vocabulário aos 5 anos, as de famílias mais pobres tinham quase um ano de atraso; as que já tinham hábito da leitura em família aos 3 anos aumentaram o vocabulário em pelo menos dois meses; e visitas mensais à biblioteca aumentaram o vocabulário de todas elas em 2,5 meses.
Essa riqueza no repertório vai se refletir no desempenho escolar e no comportamento social. “Crianças que se atrasam nas séries iniciais correm o risco de permanecer atrasadas ao longo do processo escolar”, definiu Perri em sua apresentação.
 Além disso, para a pediatra, “ler para os filhos desde cedo ajuda a criança a ver os livros como fonte de prazer e de informação”.
O neurofisiologista Mario Fiorani, do laboratório de Fisiologia da Cognição do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ, com pós-doutorado no Instituto Nacional de Saúde Mental, do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, não é, de forma alguma, contra o incentivo à leitura. Mas acredita que não é só a educação formal que molda as pessoas.
— Só as habilidades linguísticas não bastam, mas a leitura pode ampliar horizontes de forma inimaginável.
Isso depende, porém, de senso crítico, que pode ser inato (natural do indivíduo) ou aprendido informalmente no convívio familiar. Caso contrário, a leitura pode produzir um leitor ‘compulsivo’, sem grandes ganhos.
Sobre o desenvolvimento da cognição, Fiorani diz que a leitura amplia o horizonte no campo da linguagem.
— Mas os aspectos cognitivos dependem de muitos outros fatores, tanto inatos quanto adquiridos. A leitura é um bom estímulo cognitivo para melhorar o conhecimento do mundo que nos cerca. Estimula a imaginação e o leitor pode parar para pensar no que está lendo quando quiser, o que permite uma melhor elaboração do conteúdo — afirma.
— Mas as pessoas podem desenvolver o hábito de leitura e aprimorá-lo em qualquer idade. O estímulo precoce só vai tornar tudo mais fácil. A leitura não é um fim, mas sim um meio.
O conhecimento é uma meta.
Fonte: Jornal O Globo, Saúde

“Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, os seres humanos se libertam em comunhão”.

Educar para transformar 

por Manuella Donato

Nadie libera a nadie, nadie se libera solo, los seres humanos se liberan en comunión (Paulo Freire)
Quando pensamos na construção de outro mundo, na transformação da ordem atual numa ordem mais justa, baseada em princípios de solidariedade e respeito às diversidades, sabemos que a educação é o principal caminho. Sim, a educação é a única forma pela qual poderemos realizar transformações verdadeiras e completas, porque é através dela que nos (re)formamos e mudamos o mundo a partir da nossa mudança. Nesse sentido, estamos numa grande e constante luta por uma educação de qualidade, apoiada em valores democráticos e não-mercadológicos.
No entanto, os processos formais de educação não são suficientes para a formação cidadã e cultural completa. As propostas de educação não-formal utilizam linguagem y formas de expressão distintas, mais flexíveis, que se adaptam às diversidades das pessoas y complementam a educação formal. Atividades que envolvem arte, esporte e outros meios alternativos de aprendizagem fazem parte das experiências do contexto não-formal que estimulam a criatividade e a produção de novas formas de conhecimento que contribuem para a formação e expressão de identidades culturais.
Colocar a educação não-formal em foco contribui para estimular o desenvolvimento da participação coletiva, criada a partir de processos dinâmicos para que seja cada vez mais transformadora; que seja uma inovação com plataforma sólida com o envolvimento de sujeitos que participam com base na sua cultura, num processo de educação que gera produção social inclusiva.
O rol de atuação dos movimentos e organizações, especialmente para os/as jovens, é de extrema relevância como parte da educação não-formal. Nesses espaços, eles e elas têm a oportunidade de desenvolver suas habilidades de trabalho em equipe e respeito à diversidade, bem como a formação cidadã com liderança. São espaços que propiciam, passo a passo, uma vivência que traz bases sólidas.
A educação não-formal tem o benefício de se adaptar às particularidades de grupos, regiões, dando uma liberdade essencial para a transformação individual y coletiva, favorecendo a diversidade e a riqueza humana.
O conceito de educação não-formal está na “construção” y tem diversas faces justamente por sua não-restrição, pelas muitas formas de apresentação e representação. Por isso está presente em documentos internacionais da ONU, UNESCO, OIT e EU, o que reforça o reconhecimento da sua importância para o desenvolvimento. Como um instrumento indispensável, devemos ter em conta sua utilização como meio transformador.
Portanto, devemos não apenas promover atividades de educação não-formal, colaborando diretamente com o processo de transformação social, justiça e inclusão, mas também lutar pelo reconhecimento formal dessa metodologia e suas vantagens como complemento à educação formal.
Sem dúvida que nessa luta não podemos esquecer que a América Latina uma das regiões que mais se estabeleceu em valores opressores. Além do conhecimento técnico e acadêmico, a educação deve contemplar um pensamento voltado ao desenvolvimento humano e social, adequando-se a natureza, crítico e contextualizado. Por isso é necessário entender a educação como um processo para além, como algo que liberta. A educação não é um processo unilateral, não é transmissão de informações, mas sim integração de conhecimentos.